Sobre Mim

Experiência

Como tudo começou

Formei-me em Enfermagem em 2009, passando por várias áreas de intervenção (hemodiálise, neurocirurgia, etc).

E até 2013, considerava que seguia um estilo de vida saudável. Não tive um gatilho forte, que me obrigasse a mudar, e aparentemente não tinha doenças que me levassem a questionar. Na minha cabeça, o assunto de alimentação saudável era extremamente simples: se ingerisse mais calorias do que gastava, engordava. Se gastasse mais do que comia, emagrecia. E que a maioria dos problemas de saúde eram questão de azar ou genética.

Mas agora, percebo que não era tão saudável assim:

Sempre sofri de enxaquecas “crónicas”. Enxaquecas que me começavam no segundo dia de menstruação, e duravam 72horas. Eram dores incapacitantes, latejantes unilaterais, vómitos, fotofobia. Resolve-se com anti-inflamatórios. A causa, era a menstruação, mas podia ser falta de sono ou cansaço. Nada estava relacionado com o meu estilo de vida. “Olha, não há nada a fazer, se tens dores, tomas medicação…”.

Pessoa deitada na cama, coberta com uma manta branca, com cabelo amarrado em um coque, vista de cima.

Aos 28, comecei a ter “problemas de vesícula” e apesar de estar a seguir todas as recomendações de profissionais de saúde, estava “cada vez pior”, cada vez com mais crises, até ouvir um “não há nada a fazer, tens uma carga genética muito pesada na família, só conseguimos minimizar danos e é uma questão de tempo até teres de remover a vesícula, tal como todas as mulheres da tua família, que a retiram por volta dos 30 anos. Estás predestinada”.

Acompanhava de acne e inchaço abdominal. As tensões arteriais iam aumentando ao longo dos anos (passaram de um “normal” de 105/80mmHg para um “normal” de 130/80mmHg). Antecedentes familiares de doenças cardíacas. A culpa era dos pais, da genética, “mas sempre dentro dos valores normais”. E na prática, vários sintomas isolados que não via como sintomas. Eu não tinha doenças, não tinha excesso de peso, isto eram coisas “normais”. E simplesmente continuava a ver as coisas “normalmente” a evoluírem.

Um dia, numa tentativa de procurar soluções aos meus “problemas” (que já me afetavam a produtividade), encontrei um blog (eu sei, nada científico). Mas o sujeito expunha ideias contraintuitivas, completamente diferentes do senso comum, a respeito de saúde e nutrição. Fosse noutro contexto, talvez o tivesse ignorado, mas quase tudo o que ele dizia contradizia as minhas noções. Contudo, a lógica era impecável. Um lado de mim dizia: "tudo que aprendi não pode estar simplesmente errado". Por outro lado, o meu lado de Enfermagem, ponderava que seria anticientífico e pouco humilde, descartar ideias lógicas apenas porque contradiziam os meus dogmas. Afinal, no método científico, as premissas não deveriam ser escrutinadas e testadas? Venceu o meu lado curioso.

Variedade de ingredientes frescos, incluindo salmão, carne, vegetais verdes, tomate, ovos de codorna, azeite, alho, berinjela, abobrinha, brócolis, alface, e aspargos sobre uma mesa de pedra plana.

E aprendi que temos de ser humildes e assumir que não sabemos tudo. Se soubéssemos, o que seria da ciência, da evolução e da atualização?

Isto levou-me a aplicar os conhecimentos que adquiri, em mim, e desde 2015 que já não tenho queixas de tudo o que disse sentir acima.

Assumo já o meu viés: aprendi a seguir um estilo de vida mais “limpo”, e tenho um fascínio especial por dietas ancestrais. Não as que geralmente aprendemos na internet, mas sobre a evidência de povos que ainda as seguem, povos que ainda existem pelo mundo, e arqueologia. Não um estilo de vida de brownie de farinha de côco ou farinha de amêndoa, com óleo de côco e eritritol. Mas um estilo de vida com alimentos minimamente processados, que se tenta inspirar numa exposição normal com a natureza, como a típica do reino Animalia, que muitas das vezes nos esquecemos que somos.

Foi com esta experiência na algibeira, e após ajudar várias pessoas, que decidi licenciar-me também em Nutrição, para aumentar a minha área de intervenções. 
E cá estou eu, pronta para ajudar.

Diana M. Costa

Pessoa mexendo uma panela com alimento no fogão, próximo à janela, na cozinha.

Experiência

  • Licenciatura em Enfermagem – Escola Superior de Enfermagem do Porto (2009) -> Enfermeira (4-E-6657)
  • Pós-graduação em Enfermagem do Trabalho (2019)
  • Revisora da Revista Portuguesa de Saúde Ocupacional (2020+)
  • Licenciatura em Ciências da Nutrição e Alimentação – Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (2023) -> Nutricionista (5856ON )